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segunda-feira, 16 de junho de 2014

FILHOS DE DEUS - Emmanuel



"Na vossa paciência, possui as nossas almas".
- Jesus (Lucas, 21:19)

Afinal de contas, ter paciência não será sorrir para as maldades humanas, nem
coonestar suas atividades indignas sobre a face do mundo.
Concordar alguém com todos os males da senda terrestre, a pretexto de revelar
essa virtude, seria um contra-senso absurdo. Ter paciência, então, será resistir aos
impulsos inferiores que nos cerquem na estrada evolutiva, conduzindo todo o bem que
nos seja possível aos seres e coisas que se achem diante de nos, como a representação
desses mesmos impulsos.
Jesus foi o modelo da paciência suprema e resistiu a nossa inferioridade, amando-nos.
Não se nivelou com as nossas fraquezas, mas valeu se de todas as ocasiões para nos
melhorar e conduzir ao bem. Sua misericórdia tomou os nossos pecados e transformou
 cada um em profunda lição para a reforma de nos mesmos.
 Não aplaudiu as nossas misérias, nem sorriu para os nossos erros,
 mas compreendeu-nos as deficiências e amparou-nos. Embora
tudo isso, resistiu-nos sempre, dentro de seu amor, até a cruz do martírio.
A paciência do Cristo é um livro aberto para todos os corações inclinados ao
bem e a verdade.
Somente pela sincera resistência ao mal, com a disposição fiel de transforma-lo no
bem, conseguireis possuir as vossas almas. Ao contrario disso, ainda que vos
sintais autônomos e fortes, vos mesmos é que sereis possuídos por tendências
indignas ou sentimentos inferiores.
Portanto, justo é que busqueis saber, hoje mesmo, se já possuis os vossos
corações ou se estais ocupados pelas forcas estranhas ao vosso titulo de filho de
Deus.

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