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sábado, 27 de dezembro de 2014

MESMO ASSIM






As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.
Ame-as MESMO ASSIM.

Se você tem sucesso em suas realizações,
ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Tenha sucesso MESMO ASSIM.

O bem que você faz será esquecido amanhã.
Faça o bem MESMO ASSIM.

A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável.
Seja honesto MESMO ASSIM.

Aquilo que você levou anos para construir,
pode ser destruído de um dia para o outro.
Construa MESMO ASSIM.

Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda,
mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar.
Ajude-os MESMO ASSIM.

Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo,
você corre o risco de se machucar.
Dê o que você tem de melhor MESMO ASSIM.
Madre Teresa de Calcutá

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Fraternidade

Bom dia e um natal de paz e amor para todos nós !!

FRATERNIDADE

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” — Jesus. (JOÃO, capítulo 13, versículo 35.

Desde a vitória de Constantino, que descerrou ao mundo cristão as portas da hegemonia política, temos ensaiado diversas experiências para demonstrar na Terra a nossa condição de discípulos de Jesus.
Organizamos concílios célebres, formulando atrevidas conclusões acerca da natureza de Deus e da Alma, do Universo e da Vida.
Incentivamos guerras arrasadoras que implantaram a miséria e o terror naqueles que não podiam crer pelo diapasão da nossa fé.
Disputamos o sepulcro do Divino Mestre, brandindo a espada mortífera e ateando o fogo devorador.
Criamos comendas e cargos religiosos, distribuindo o veneno e manejando o punhal.
Acendemos fogueiras e erigimos cadafalsos, inventamos suplícios e construímos prisões para quantos discordassem dos nossos pontos de vista.
Estimulamos insurreições que operaram o embate de irmãos contra irmãos, em nome do Senhor que testemunhou na cruz o devotamento à Humanidade inteira.
Edificamos palácios e basílicas, famosos pela suntuosidade e beleza, pretendendo reverenciar-lhe a memória, esquecidos de que ele, em verdade, não possuía uma pedra onde repousar a cabeça.
E, ainda hoje, alimentamos a separação e a discórdia, erguendo trincheiras de incompreensão e animosidade, uns contra os outros, nos variados setores da interpretação.
Entretanto, a palavra do Cristo é insofismável. Não nos faremos titulares da Boa Nova simplesmente através das atitudes exteriores...
Precisamos, sim, da cultura que aprimora a inteligência, da justiça que sustenta a ordem, do progresso material que enriquece o trabalho e de assembleias que favoreçam o estudo; no entanto, toda a movimentação humana, sem a luz do amor, pode perder-se nas sombras...
Seremos admitidos ao aprendizado do Evangelho, cultivando o Reino de Deus que começa na vida íntima.
Estendamos, assim, a fraternidade pura e simples, amparando-nos mutuamente...
Fraternidade que trabalha e ajuda, compreende e perdoa, entre a humildade e o serviço que asseguram a vitória do bem. Atendamo-la, onde estivermos, recordando a palavra do Senhor que afirmou com clareza e segurança: — “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”

(Do livro Fonte Viva, Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Evocação do Natal


O maior de todos os conquistadores, na face da Terra, conhecia, de antemão, as dificuldades do campo em que lhe cabia operar.
Estava certo de que entre as criaturas humanas não encontraria lugar para nascer, à vista do egoísmo que lhes trancava os corações; no entanto, buscou-as, espontâneo, asilando-se no casebre dos animais.
Sabia que os doutores da Lei ouvi-lo-íam indiferentes, com respeito aos ensinamentos da vida eterna de que se fazia portador; contudo, entregou-lhes, confiante, a Divina Palavra.
Não desconhecia que contava simplesmente com homens frágeis e iletrados para a divulgação dos princípios redentores que lhe vibravam na plataforma sublime, e abraçou-os, tais quais eram.
Reconhecia que as tribunas da glória cultural de seu tempo se lhe mantinham cerradas, mas transmitiu as boas novas do Reino da Luz à multidão dos necessitados, inscrevendo-as na alma do povo.
Não ignorava que o mal lhe agrediria as mãos generosas pelo bem que espalhava; entretanto, não deixou de suportar a ingratidão e a crueldade, com brandura e entendimento.
Permanecia convicto de que as noções de verdade e amor que veiculava levantariam contra ele as matilhas de perseguição e do ódio; todavia, não desertou do apostolado, aceitando, sem queixa, o suplício da cruz com que lhe sufocavam a voz.
É por isso que o Natal não é apenas a promessa da fraternidade e da paz que se renova alegremente, entre os homens, mas, acima de tudo, é a reiterada mensagem do Cristo que nos induz a servir sempre, compreendendo que o mundo pode mostrar deficiências e imperfeições, trevas e chagas, mas que é nosso dever amá-lo e ajudá-lo mesmo assim.
Pelo Espírito Emmanuel
XAVIER, Francisco Cândido. Antologia Mediúnica do Natal. Espíritos Diversos. FEB.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Registra somente o bem.


Temos audição para registrar o que ouvimos, mas concitamos os irmãos a saberem ouvir, exercitando a condição de guardarem somente o bem e, se possível, com amor. Não registres o negativo, para que não venhas a sofrer as conseqüências do que escutas.
Amplia a tua tolerância para com os outros, sobretudo para com aqueles que ignoram a vida, que ainda não aprenderam a servir como tu e, pelas vias do Cristo, trabalha na caridade, ensinando esse amor no silêncio, porque, as trocas de luz, a natureza se encontra encarregada de fazê-las.
Sê indulgente para com o teu irmão, que a indulgência irá à tua procura, ambientando teu coração para o amor, na conjunção da vida imortal.

Não temas os caminhos, sejam quais forem aqueles em que Deus te colocou, como abençoada oportunidade de adquirir experiências. Registra, contudo, somente o Bem, que porventura encontrares nos teus passos. Não deixes de ter complacência para com os teus irmãos, pois que, se eles não tiverem com os outros, deverão mais tarde aprender, pois todos somos filhos de Deus, com os mesmos deveres e direitos. O aprendizado pertence a todos.
Por que não ter moderação nas tuas lutas? Se a paciência te enriquece os valores, foi porque alguém muito especial a deu a ti, por amor.
Cuidemos da nossa escrita, no escrínio de nós mesmos. Além disso, saibamos escolher aquilo que vamos escrever no grande livro da vida, pois que, periodicamente, passamos a ler essas páginas, revendo os nossos velhos feitos do passado, que nos elevam ou nos entristecem; dependendo do que escrevemos na consciência, pode ser motivo de muita alegria ou campo de amargura.
Usa a tua vontade em favor de ti mesmo, e se os teus exemplos forem enobrecidos, quantos companheiros poderão ajudar? Inúmeros! O que a palavra não conseguir fazer para o bem comum, o exemplo conseguirá, pois é considerado o todo poderoso.
Usa a tolerância em preparo dos corações, para que o amor não se esqueça de crescer no mundo interno, deixando-te frutos de luz. Sê paciente no perdão, esquecendo-te das ofensas, para fixar a alegria nos que te ouvem; o bem é mais fácil de ser guardado no coração, porque agrada.
Procura, com todos os teus esforços, registrar o que eleva e entorpece a tua audição, no que concerne ao mal; neste exercício, Deus te ampara, para que possas ser filho da Luz.
Comunga com o amor, que esse amor te salvará de sofrimentos inúmeros e ainda te ensinará a buscar Deus com mais alegria e mais certeza. Passa pelos caminhos, anotando e sentindo a harmonia universal, pois é na harmonia que encontramos o Cristo, com os braços abertos, buscando-nos para o reino da glória.
Durante o dia, escutamos milhares de palavras; aprendamos, pois, a escolher, a selecionar as evangelizadas, para a nossa paz. Os sons harmonizados em Jesus têm a capacidade de nos confortar, fazendo da nossa mente uma fonte de luz de Deus.
Não podemos nos esquecer de tolerar os que desconhecem o amor, o perdão e a caridade porque, com o nosso exemplo, no amanhã, eles passarão a mudar de vida, por não existir outro caminho em que eles não encontrem o Mestre, como se deu com Saulo, no caminho de Damasco.

Miramez

domingo, 30 de novembro de 2014

Nasceste no lar que Precisavas



Nasceste no lar que Precisavas;
Vestiste o Corpo Físico que merecias;
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento;
Possuímos os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades,
Nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas;
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para tua realização;
Teus Parente e AMIGOS, são as almas que atraíste, com a tua própria afinidade;
Portanto, teu DESTINO está constantemente sob teu controle,
Tu escolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas,
Tudo aquilo que te rodeia a existência;
Teus pensamentos e vontades
São a chave de teus atos e atitudes,
São as fontes de atração e repulsão na tua JORNADA, vivência;
Não reclames nem te faças de vítima;
Antes de tudo, analisa e observa;
A mudança está em tuas mãos,
Reprograma tuas metas,
Busca o bem e viverás melhor,
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo
Qualquer um pode começar agora e fazer um Novo Fim.

Chico Xavier

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Simplifica

Simplifica



Recebes dos mais amados
Ofensa que não se explica?
Esquece a lama da estrada,
Simplifica, simplifica.

Alegas duro cansaço,
Queres casa imensa e rica;
Foge disso enquanto é tempo,
Simplifica, simplifica.

Crês amparar a família
Pelo vintém que se estica?
Excesso cria ambição.
Simplifica, simplifica.

Dizes que o mundo é de pedra,
Que as provas chegam em bica;
Não deites limão nos olhos,
Simplifica, simplifica.

Recorres, em pranto, ao Mestre,
Na luta que te complica,
E Jesus pede em silêncio:
Simplifica, simplifica.


Espírito Casimiro da Cunha, pela psicografia de Chico Xavier

quarta-feira, 25 de junho de 2014

LUZ EM NOSSAS MÃOS - Emmanuel


"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus,
Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com aparências exteriores".
(Lucas, 17:20).

A Terra de hoje reúne povos de vanguarda na esfera da inteligência.
Cidades enormes são usadas, à feição de ninhos gigantescos de cimento e aço, por
agrupamentos de milhões de pessoas.
A energia elétrica assegura a circulação da força necessária à manutenção do trabalho e do
conforto doméstico.
A Ciência garante a higiene.
O automóvel ganha tempo e encurta distâncias.
A imprensa, o radio e a televisão interligam milhares de criaturas, num só instante, na mesma
faixa de pensamento.
A escola abrilhanta o cérebro.
A técnica orienta a indústria.
Os institutos sociais patrocinam os assuntos de previdência e segurança.
O comércio, sabiamente dirigido, atende ao consumo com precisão.
Entretanto, estaremos diante de civilização impecável?
À frente desses empórios resplendentes de cultura e progresso material, recordemos a
palavra dos instrutores de Allan Kardec, nas bases da Codificação do Espiritismo.
Perguntando a eles 'por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa, através
da Questão número 793, constante de "O Livro dos Espíritos", deles recolheu a seguinte resposta:
"Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral. Credes que estais muito adiantados porque
tendes feito grandes descobertas e obtido maravilhosas invenções; porque vos alojais e vestis
melhor do que os selvagens. Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de dizer-vos
civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e
quando viverdes, como irmãos, praticando a caridade cristã. Até então sereis apenas povos
esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização".
Espíritas, irmãos! Rememoremos a advertência do Cristo quando nos afirma que o reino de
Deus não vem até nós com aparências exteriores; para edificá-lo não nos esqueçamos de que a
Doutrina Espírita é luz em nossas mãos. Reflitamos nisso.

terça-feira, 24 de junho de 2014

AS FORÇAS DO AMANHÃ - Emmanuel


"Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?"
- Paulo (I Coríntios, 5:6)

Ninguém vive só.
Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.
Nossos atos possuem linguagem positiva.
Nossas palavras atuam à distância.
Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.
Ações e reações caracterizam-nos a marcha.
É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam.
Nossa conduta é um livro aberto. Quantos de nossos gestos insignificantes alcançam o
próximo, gerando inesperadas resoluções.
Quantas frases, aparentemente inexpressivas, arrojadas de nossa boca estabelecem
grandes acontecimentos.
Cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal.
Dirigentes arrastam dirigidos.
Servos inspiram administradores.
Qual é o caminho que a nossa atitude está indicando?
Um pouco de fermento leveda a massa toda. Não dispomos de recursos para analisar a
extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial.
Acautele-te, pois, com o alimento invisível que forneces às vidas que te rodeiam.
Desdobra-se o destino em correntes de fluxo e refluxo. As forças que hoje se exteriorizam
de nossa atividade voltarão ao centro de nossa atividade, amanhã.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

SEM RUÍDOS - Emmanuel



"Mas quando vier aquele Espírito de Verdade, ele
vos guiará em toda a verdade".
 - Jesus
(João, 16:13)

O caminho de toda a Verdade é Jesus Cristo. O Mestre veio ao mundo
instalar essa verdade para que os homens fossem livres e organizou o
programa dos cooperadores de seu divino trabalho, para que se
preparasse convenientemente o caminho infinito. No fim da estrada
colocou a redenção e deu às criaturas o amor como guia.
Conforme sabemos, o guia é um só para todos. E vieram os homens
para o serviço divino. Com os cooperadores vinham, porem, os gênios
sombrios, que se ombreavam com eles nas cavernas da ignorância. A
religião, como expressão universalista do amor, que é o guia, pairou sempre pura
acima das misérias que chegaram ao grande campo; mas este ficou repleto das
absurdidades. O caminho foi quase obstruído.
A ambição exigiu impostos dos que desejavam passar, o orgulho reclamou a
direção dos movimentos, a vaidade pediu espetáculos, a conveniência requisitou
mascaras, a política inferior estabeleceu guerras, a separatividade provocou a
hipnose do sectarismo.
O caminho ficou atulhado de obstáculos e sombras e o interessado, que é o
espírito humano, encontra óbices infinitos para a passagem.
O quadro representa uma resposta a quantos perguntarem sobre os propósitos do
Espiritismo cristão, sendo que o homem já conhece todos os deveres religiosos. Ele
é aquele Espírito de Verdade que vem lutar contra os gênios sombrios que vieram
das cavernas da ignorância e invadiram o campo do Cristo.
Mas, guerrear como: Jesus não pediu a morte de ninguém. Sim, o Espírito de
Verdade vem como a luz que combate e vence as sombras, sem ruídos. Sua missão
é transformar, iluminando o caminho para que os homens vejam o amor, que constitui o guia único para todos, até a redenção.

domingo, 22 de junho de 2014

ONDE O REPOUSO - Emmanuel


"E Jesus, estendendo as mãos, tocou-o, dizendo: Quero, sê
limpo..."
(Mateus, 8:3)

Mãos estendidas!...
Quando estiveres meditando e orando, recorda que todas as grandes idéias se
derramaram, através dos braços, para concretizarem as boas obras.
Cidades que honram a civilização, indústrias que sustentam o povo, casa que alberga a
família, gleba que produz são garantidas pelo esforço das mãos.
Médicos despendem largo tempo em estudo para a conquista do título que lhes confere o
direito de orientar o doente; no entanto vivem estendendo as mãos no amparo aos
enfermos.
Educadores mergulham vários lustros na corrente das letras adquirindo a ciência de
manejá-las, contudo gastam longo trecho da existência estendendo as mãos no trabalho
da escrita.
Cada reencarnação de nosso espírito exige braços abertos do regaço maternal que nos
acolhe.
Toda refeição, para surgir, pede braços em movimento.
Cultivemos a reflexão para que se nos aclare o ideal, sem largar o trabalho que no-lo
realiza.
Jesus, embora pudesse representar-se por milhões de mensageiros, escolheu vir ele
próprio até nós, colocando mãos no serviço, de preferência em direção aos menos felizes.
Pensemos Nele, o Senhor.
E toda vez que nos sentirmos cansados, suspirando por repouso indébito, lembremo-nos
de que as mãos do Cristo, após socorrer-nos e levantar-nos, longe de encontrarem apoio
repousante, foram cravadas no lenho de sacrifício, do qual, conquanto escarnecidas e
espancadas, ainda se despediram de nós, entre a palavra do perdão e a serenidade da
bênção.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O BEM QUE NÃO FOI FEITO - Emmanuel


"Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não
tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?"
(Tiago, 2:14).

Estranha a norma do homem quando julga possuir as chaves da Vida Superior
simplesmente por manter a fé, como se bastasse apenas convicção
para que se realize serviço determinado.
Comparemos fé e obras com a planta e as construções.
Sem plano adequado não se ergue edifício em linhas corretas.
Note-se, porém, que o aleijão arquitetônico, improvisado sem plano, ainda serve, em
qualquer parte, para albergar os que jornadeiam sem rumo,
e o projeto mais nobre, sem concretização que lhe corresponda, não passa de
preciosidade geométrica sentenciada ao arquivo.
Um viajante transportará consigo vasta coleção de croquis pelos quais se levantará toda
uma cidade, mas se não dispõe de um tenda a que se
abrigue durante o aguaceiro, decerto que os desenhos, conquanto respeitáveis, não
impedirão que a chuva lhe encharque os ossos.
Possuir uma fé será reter uma crença religiosa; no entanto cultivar a fé significa observar
segurança e pontualidade na execução de um compromisso.
Ninguém resgata uma dívida unicamente por louvar o credor.
À vista disso, não nos iludamos.
Asseguremo-nos de que não nos faltará a Bondade Divina, mas construamos em nós a
humana bondade.
Por muito alta a confiança de alguém no Poder Maior do Universo, isso, por si só, não lhe
confere o direito de reclamar o bem que não fez.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A CURA PRÓPRIA - Emmanuel


"Pregando o Evangelho do Reino e
 curando todas as enfermidades"
MATEUS, 9:35.


Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.
Defende-te contra a surdez; entretanto retifica o teu modo de registrar as vozes e
solicitações variadas que te procuram.
Medica a arritmia e a dispnéia; contudo não entregues o coração à impulsividade
arrasadora.
Combate a neurastenia e o esgotamento; no entanto cuida de reajustar as emoções
e tendências.
Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa.
Melhora as condições do sangue; todavia não o sobrecarregues com os resíduos de
prazeres inferiores.
Guerreia a hepatite; entretanto livra o fígado dos excessos em que te comprazes,
Remove os perigos da uremia; contudo não sufoques os rins com venenos de taças
brilhantes.
Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com teus pés,
braços e mãos.
Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam; todavia aprende a guardar a mente
no idealismo superior e nos atos nobres.
Consagra-te à própria cura, mas não esqueças a pregação do reino divino aos teus
órgãos. Eles são vivos e educáveis.
Sem que teu pensamento se purifique e sem que a tua vontade comande o barco do
organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em
trânsito para a inutilidade.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

NÃO PEQUES MAIS - Emmanuel


"Vai e não peques mais". - Jesus.
(João, 8:11).


A semente valiosa que não ajudas, pode perder-se.
A árvore tenra que não proteges, permanece exposta à destruição.
A fonte que não amparas, costuma secar-se.
A água que não distribuis, forma pântanos.
O fruto não aproveitado, apodrece.
A terra boa que não defendes, é asfixiada pela erva inútil.
A enxada que não utilizas, cria ferrugem.
As flores que não cultivas, nem sempre se repetem.
O amigo que não conservas, foge do teu caminho.
A medicação que não respeitas, na dosagem e na oportunidade de que lhe dizem
respeito, não te beneficia o campo orgânico.
Assim também é a graça Divina.
Se não guardas o favor do alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os
conhecimentos elevados que recebes em benefício da própria felicidade, se não prezas a
contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais.
Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas,
porque sem a adesão de tua vontade ao programa regenerativo todas as medidas
salvadoras resultarão imprestáveis.
"Vai e não peques mais".
O ensinamento de Jesus é suficiente e expressivo.
O médico Divino proporciona a cura, mas se não a conservarmos, dentro de nós, ninguém
poderá prever a extensão e as conseqüências de novos desequilíbrios que nos aviltarão a
invigilância.

terça-feira, 17 de junho de 2014

OBEDIÊNCIA JUSTA - Emmanuel


"Que, sendo em forma de Deus não teve por
usurpação ser igual a Deus".
- Paulo. (Filipenses, 2:6).

Todos os sofrimentos dos homens, de modo geral, originam-se da pretensão de usurpar o
Divino Poder.
Orgulho, vaidade, insensatez, egoísmo, perversidade, rebeldia e opressão representam
apenas modalidades variadas dessa usurpação indébita. A guerra e o seu século
pestilencial, a tirania e o instinto revolucionário, as paixões arrasadoras e os desastres
espirituais que lhes são conseqüentes constituem-lhe as obras.
Na vastíssima paisagem de nossas existências vemos sempre a Misericórdia Divina e a
maldade humana, a Bondade Celestial e a desobediência das criaturas... Sempre, o Pai
Generoso e os filhos imprevidentes, o Deus Justo e as inteligências caídas e perversas...
Doloroso quadro... Em tudo, no planeta, a harmonia das leis do Senhor e a discórdia dos
homens, a bênção providencial ao céu e a rebeldia terrestre...
Por isso mesmo a Humanidade, como aranha gigantesca, encontra-se no milenário
labirinto, encarcerada na teia criminosa de suas próprias ações.
O coração do discípulo fiel ao Evangelho, nos dias que passam, deve revestir-se com a
vigorosa couraça da fé viva, porquanto é chamado a trabalhar numa floresta escura, onde
a maldade se tornou mais requintada e a sombra mais densa. E que guarde, sobretudo, a
serenidade confiante do trabalhador, compreendendo a necessidade dos testemunhos e
sacrifícios para todos, porque para o aprendiz sincero deve resplandecer o ensinamento
Daquele que tendo vindo ao mundo através de anúncios divinos, assinalados por uma
estrela brilhante, temido pelas autoridades de seu tempo, que transformou pescadores em
apóstolos, que curou leprosos e cegos, e levantou paralíticos de nascença, não quis
usurpar o Direito Divino e marchou, um dia, para o monte, a fim de testemunhar a
obediência justa ao Senhor Supremo da Vida, no alto de uma cruz, ante o desprezo e
ironia de todos.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

FILHOS DE DEUS - Emmanuel



"Na vossa paciência, possui as nossas almas".
- Jesus (Lucas, 21:19)

Afinal de contas, ter paciência não será sorrir para as maldades humanas, nem
coonestar suas atividades indignas sobre a face do mundo.
Concordar alguém com todos os males da senda terrestre, a pretexto de revelar
essa virtude, seria um contra-senso absurdo. Ter paciência, então, será resistir aos
impulsos inferiores que nos cerquem na estrada evolutiva, conduzindo todo o bem que
nos seja possível aos seres e coisas que se achem diante de nos, como a representação
desses mesmos impulsos.
Jesus foi o modelo da paciência suprema e resistiu a nossa inferioridade, amando-nos.
Não se nivelou com as nossas fraquezas, mas valeu se de todas as ocasiões para nos
melhorar e conduzir ao bem. Sua misericórdia tomou os nossos pecados e transformou
 cada um em profunda lição para a reforma de nos mesmos.
 Não aplaudiu as nossas misérias, nem sorriu para os nossos erros,
 mas compreendeu-nos as deficiências e amparou-nos. Embora
tudo isso, resistiu-nos sempre, dentro de seu amor, até a cruz do martírio.
A paciência do Cristo é um livro aberto para todos os corações inclinados ao
bem e a verdade.
Somente pela sincera resistência ao mal, com a disposição fiel de transforma-lo no
bem, conseguireis possuir as vossas almas. Ao contrario disso, ainda que vos
sintais autônomos e fortes, vos mesmos é que sereis possuídos por tendências
indignas ou sentimentos inferiores.
Portanto, justo é que busqueis saber, hoje mesmo, se já possuis os vossos
corações ou se estais ocupados pelas forcas estranhas ao vosso titulo de filho de
Deus.

domingo, 15 de junho de 2014

CONTRA O PERIGO - Emmanuel


"E digo-vos que todo aquele que me confessar, diante
dos homens, também o filho do homem o confessará,
diante dos anjos de Deus". - Jesus (Lucas, 12:8)


Muitos companheiros de labor evangélico supõem que confessar
o Mestre se resume tão somente numa profissão de fé por intermédio
das palavras. Para a demonstração de que aderimos, sinceramente, a
Jesus bastara subir a uma tribuna ou discutir, acaloradamente, com
alguns amigos que ainda não nos conseguem compreender?
Semelhante confissão tem sido o objetivo da maioria dos discípulos
através dos tempos; mas essa atitude desassombrada e uma das faces
da realização, sem constituir, entretanto, o seu precioso conjunto.
Confessar o Cristo, diante dos homens, e revelar-lhe a luz e o poder
em ações de amor e desprendimento, que os homens vulgares ainda não
conhecem. Não será instituir convicções apressadas nos outros, mas
pautar a vida em plano diferente e superior, de sorte que os
espíritos mais frágeis ou levianos possam encontrar, junto de
nossa alma, algo de mais elevado que não sentem noutros lugares
e situações do mundo.
Não é fácil confessar a Jesus entre as comunidades terrestres quando
sabemos que ele próprio foi por elas conduzido à cruz do martírio;
mas e dessa confissão que a sua palavra persuasiva nos fala no
Evangelho da Verdade e do Amor.
É preciso se precate o discípulo contra o perigo de uma adesão verbal,
sem a participação de suas energias interiores.
O Senhor deseja ser confessado pelos seus continuadores nas estradas
do mundo; mas esse ato não se pratica apenas por palavras e sim por
todas as demonstrações vivas do coração.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

CAMINHOS CRUZADOS - Emmanuel


“Sabendo primeiro isto:que nos últimos dias virão escarnecedores,
andando segundo as suas próprias concupiscências.”
(II PEDRO, 3:3)

De todos os elementos que tentam perturbar as obras divinas, os escarnecedores são os
mais dignos de piedade fraternal. É que são enfermos pouco suscetíveis de medicação,
em vista de serem profundamente ignorantes ou profundamente perversos.
O escarnecedor costuma aproximar-se dos trabalhadores fiéis das idéias novas exigindolhes
provas concludentes das afirmações espirituais que lhes constituem a divina base do
trabalho no mundo.
É interessante, porém, observar que pedem tudo, sem se disporem a dar coisa alguma.
Querem provas da verdade; contudo, não abandonam as cavernas mentais em que vivem
usualmente, nem mesmo para vê-las. Querem demonstrações espirituais agarrados, à
maneira de vermes, aos fenômenos materiais. Os infelizes não percebem que se
emparedaram no desconhecimento da vida, ou no egoísmo que lhes agrava os instintos
perversos. E tocam a rir nos caminhos do mundo, copiando os histriões da
irresponsabilidade e da indiferença. Zombam de todas as reflexões sérias, mofam de
todos os ideais do bem e da luz... Movimentam nobres patrimônios intelectuais no esforço
de destruir e, por vezes, conseguem cavar fundo abismo onde se encontram.
Os aprendizes sinceros do Evangelho devem, todavia, saber que semelhantes desviados
andarão na Terra segundo as próprias concupiscências. São folhas conscientes do mal
que só a Misericórdia Divina poderá transformar, ao sublime sopro de suas renovações.
É preciso não perder tempo com essa classe de perturbadores contrários as atividades do
bem. São expoentes do escárnio, condenados a receber as conseqüências dele. Por si
mesmos já são bastante desventurados.
Se, algum dia, cruzarem-te o caminho suporta-os com paciência e entrega-os a Deus.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

RESISTÊNCIA ESPIRITUAL - Emmanuel


"Era perto da meia-noite; Paulo e Silas oravam e
cantavam hinos a Deus e os outros presos os escutavam".
(Atos, 16:25)

Reveste-se de profundo simbolismo aquela atitude de Paulo e Silas nas
trevas da prisão. Quando numerosos encarcerados ali permaneciam sem
esperança, eis que os herdeiros de Jesus, embora dilacerados de açoites,
começam a orar, entoando hinos de confiança.
O mundo atual, na esteira de transições angustiosas e amargas, não
parece mergulhado nas sombras que precedem a meia-noite?
Conhecimentos generosos permanecem eclipsados. Noções de justiça e direito,
programas de paz
e tratados de assistência mútua são relegados a pianos de esquecimento. Animais
furiosos aproveitam a treva para se evadirem dos recônditos escaninhos da alma
humana, onde permaneciam guardados pela cobertura da civilização, e tentam
dominar as criaturas empregando o terror, a perseguição, a violência. Quantos jovens
jazem no cárcere das desilusões, da amargura, do remorso, do crime? Através de
caminhos desolados ao longo de campos que as bombas devastaram, dentro de
sombras frias, ha mães que choram, velhos desalentados, crianças perdidas. Quem
poderá contar as angústias da noite dolorosa? Os aprendizes do Evangelho,
igualmente, sofrem perseguições e calúnias e, em quase toda parte, são conduzidos
a testemunhos ásperos. Muitos envolveram-se nas nuvens pesadas, outros
esconderam-se fugindo a hora de sofrimentos; mas, os discípulos fieis, esses
suportam ainda acoites e pedradas e, não obstante as trevas insondáveis da meia noite
da civilização, oram nos santuários do espírito eterno e cantam cânticos de
esperança, alentando os companheiros.
Enquanto raras almas sabem perceber os primeiros rubores da alvorada, em
virtude da sombra extensa, recordemos os devotados obreiros do Mestre e
busquemos na prece ativa o refugio consolador. Se o mundo experimenta a
tempestade, procuremos a oração e o trabalho, a f é e o otimismo, porque outro
dia glorioso esta a nascer, e em Jesus Cristo repousa nossa resistência espiritual.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

SINAL DE AMOR





"E saíram os fariseus e começaram a disputar com ele,
pedindo-lhe, para o tentarem, um sinal do Céu."

 - (João, 8:11.)



 No Espiritismo cristão, de quando em quando aparecem aprendizes do Evangelho,
sumamente interessados em atender a certas solicitações, no capítulo dos fenômenos
psíquicos.

 Buscam sinais tangíveis, incontestáveis. Na maioria das vezes, movimento não passa de
repetição do gesto dos fariseus antigos. Médiuns e companheiros outros, em grande
número, não se precatam de que os pedidos de demonstrações do céu são formulados,
por tentação. Há ilações lógicas no assunto, que cabe não desprezar.

Se um espírito permanece encarnado na Terra, como poderá fornecer sinais de Júpiter?
Se as solicitações dessa natureza, endereçadas ao próprio Cristo, foram consideradas
como gênero de tentação ao Mestre, pelo evangelho, com que direito poderão impô-las os
discípulos novos aos seus amigos do invisível? Ao contrário disso, os aprendizes fiéis
devem estar preparados ao fornecimento de demonstrações da Terra. É justo que o
cristão não possa projetar uma tela mágica sobre as nuvens errantes, mas pode revelar
como se exerce o ministério da fraternidade no mundo.

Nunca desdobrara a paisagem total onde se movimentam os seres invisíveis, mas está
habilitado a prestar colaboração no esclarecimento dos homens do porvir.

 Quem solicita sinais do Céu será talvez ignorante ou portador de má-fé; entretanto os
que tentem satisfazê-los andam muito distraídos do que aprenderam como Cristo. Se te
requisitam demonstrações estranhas, podes replicar com segurança resoluto, que não
estás designado para à produção de maravilhas e esclarece a teu irmão que permaneces
determinado a aprender com o Mestre, a fim de ofereceres à Terra o teu sinal de amor e
luz, firme na fé, para não sucumbires às tentações.


Emmanuel

terça-feira, 10 de junho de 2014

O engano de considerar-se invencível, superior...


O engano de considerar-se invencível, superior, provando o desconhecimento da fragilidade e da impermanência do conjunto que o constitui, especialmente de seu corpo, faculta, ao ser, prazer mentiroso, que o desperta sob grande sofrimento.
Ninguém escapa às conjunturas que constituem a vida.
Joanna de Angelis

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Mensagem Dr. Hermann – 05/01/1980


Retornando a casa de vocês recordem Jesus outra vez: “E aquele que quiser ser meu
discípulo.”
Meus irmãos, recordemos o sacrifício pessoal que todos precisamos fazer para a implantação
do reino de Deus em nós e em torno de nós.
Não nos distraíamos, não percamos tempo, não justifiquemos. A vida está toda por ser
corrigida nos erros, implantada aonde não existem bases já estabelecidas, criada, portanto. E a vida
espera também, dos homens uma decidida cooperação, para que os ideais cristãos se fixem no
homem de vez.
O sacrifício pessoal é, pois, um ponto que precisa ser relembrado a todos os instantes ao
homem espírita, ao homem que professa o Cristianismo, ao homem de bem.
Esquecemos constantemente de valores preciosos como renúncia, como hábitos superiores,
como o perdão, como reconciliação, como esforço próprio.
O homem da Terra, primitivo, muitas vezes, em suas manifestações conserva por causa do
orgulho, uma grande dose de impaciência, intolerância e todos os acompanhantes destas negativas
qualidades do homem.
Precisamos nos dias que surgem, conservar os valores espirituais, os valores que a Doutrina
nos concedeu. A virtude do bem, a virtude da renúncia, a virtude do amor ao próximo, a virtude da
compreensão são alguns dos enunciados que, todos os que aqui estamos, já podemos exercer.
Lembremo-nos disso. Abracemos a tarefa de nos melhorar. Caminhemos com Jesus. Busquemos a
paz. Tudo o mais será acrescentado naturalmente.
Que Jesus acompanhe todos de volta as suas casas.
Que os passes que foram ministrados com o dispêndio de energias de homens e espíritos,
haja um aproveitamento significativo por parte de todos.
Sigam com Deus. Confiem no resultado da ação espiritual. Busquem confiar em vocês
próprios. Creiam em Deus. Caminhem. Deus acompanhe a todos nós.
Paz para todos vocês.

Hermann

domingo, 8 de junho de 2014

Perante o Sexo


    Nunca escarneça do sexo, porque o sexo é manancial de criação divina, que não pode se responsabilizar pelos abusos daqueles que o deslustram.

    Psicologicamente, cada pessoa conserva, em matéria de sexo, problemática diferente.

    Em qualquer área do sexo, reflita antes de se comprometer, de vez que a palavra empenhada gera vínculos no espírito.

    Não tente padronizar as necessidades afetivas dos outros por suas necessidades afetivas, porquanto o amor seja luz uniforme e sublime em todos, o entendimento e posição do amor se graduam de mil modos na senda evolutiva.

    Use a consciência, sempre que se decidir ao emprego de suas faculdades genésicas, imunizando-se contra os males da culpa.

    Em toda comunicação afetiva, recorde a regra áurea: "não faça a outrem o que não deseja que outrem lhe faça".

    O trabalho digno que lhe assegure a própria subsistência é sólida garantia contra a prostituição.

    Não arme ciladas para ninguém, notadamente nos caminhos do afeto, porque você se precipitará dentro delas.

    Não queira a sua felicidade ao preço do alheio infortúnio, porque todo desequilíbrio da afeição desvairada será corrigida, à custa da afeição torturada, através da reencarnação.

    Se alguém errou na experiência sexual, consulte o próprio íntimo e verifique se você não teria incorrido no mesmo erro se tivesse oportunidade.

    Não julgue os supostos desajustamentos ou as falhas reconhecidas do sexo e sim respeite as manifestações sexuais do próximo, tanto quanto você pede respeito para aquelas que lhe caracterizam a existência, considerando que a comunhão sexual é sempre assunto íntimo entre duas pessoas, e, vendo duas pessoas unidas, você nunca pode afirmar com certeza o que fazem; e, se a denúncia quanto à vida sexual de alguém é formulada por parceiro ou parceira desse alguém, é possível que o denunciante seja mais culpado quanto aos erros havidos, de vez que, para saber tanto acerca da pessoa apontada ao escárnio público, terá compartilhado das mesmas experiências.

    Em todos os desafios e problemas do sexo, cultive a misericórdia para com os outros, recordando que, nos domínios do apoio pela compreensão, se hoje é seu dia de dar, é possível que amanhã seja o seu dia de receber.

    André Luiz




sábado, 7 de junho de 2014

O Ensino da Sementeira


    Certo fazendeiro, muito rico, chamou o filho de quinze anos e disse-lhe:

    — Filho meu, todo homem apenas colherá daquilo que plante. Cuida de fazer bem a todos, para que sejas feliz.

    O rapaz ouviu o conselho e, no dia imediato, muito carinhosamente alojou minúsculo cajueiro em local não distante da estrada que ligava o vilarejo próximo à propriedade paternal.

    Decorrida uma semana, tendo recebido das mãos paternas um presente em dinheiro, foi ágil e protegeu pequena fonte natural, construindo-lhe conveniente abrigo com a cooperação de alguns poucos trabalhadores, aos quais recompensou generosamente.

    Reparando que vários mendigos por ali passavam, ao relento, acumulou as dádivas que recebia dos familiares e, quando completou vinte anos, edificou reconfortante albergue para asilar viajores sem recursos.

    Logo após, a vida lhe impôs amargurosas surpresas.

    Sua Mãezinha morreu num desastre e o Pai, em virtude das perseguições de poderosos inimigos na luta comercial, empobreceu rapidamente, falecendo em seguida. Duas irmãs mais velhas casaram-se e tomaram diferentes rumos.O rapaz, agora sozinho, embora jamais esquecesse os conselhos paternos, revoltou-se contra as idéias nobres e partiu mundo afora.

    Trabalhou, ganhou enorme fortuna e gastou-a, gozando os prazeres inúteis.

    Nunca mais cogitou de semear o bem.

    Os anos se desdobraram uns sobre os outros.

    Entregue à idade madura, dera-se ao vício de jogar e beber.

    Muita vez, o Espírito de seu pai se aproximava, rogando-lhe cuidado e arrependimento. O filho registrava-lhe os apelos em forma de pensamentos, mas negava-se a atender. Queria somente comer à vontade e beber nas casas ruidosas, até à madrugada.

    Acontece, porém, que o equilíbrio do corpo tem limites e sua saúde se alterou de maneira lamentável. Apareceram-lhe feridas por todo o corpo. Não podia alimentar-se regularmente. Perdeu a fortuna que possuia, através de viagens e tratamentos caros. Como não fizera afeições, foi relegado ao abandono. Branquejaram-se-lhe os cabelos. Os amigos das noitadas alegres fugiram dele; envergonhado, ausentou-se da cidadea que se acolhera e transformou-se em mendigo. Peregrinou por muitos lugares e por muitos climas, até que, um dia, sentiu imensa saudade do antigo lar e voltou ao pequeno burgo que o vira crescer.

    Fez longa excursão a pé. Transcorridos muitos dias, chegou, extenuado, ao sítio de outro tempo.

    O cajueiro que plantara convertera-se em árvore dadivosa. Encantado, viu-lhe os frutos tentadores. Aproveitou-os para matar a própria fome e seguiu para a vila. Tinha sede e buscou a fonte. A corrente cristalina, bemprotegida, afagou-lhe a boca ressequida.

    Ninguém o reconheceu, tão abatido estava.

    Em breve, desceu a noite e sentiu frio. Dois homens caridosos ofereceram-lhe os braços e conduziram-no ao velho asilo que ele mesmo construíra.

    Quando entrou no recinto, derramou muitas lágrimas, porque seu nome estava gravado na parede com palavras de louvor e bênção.

    Deitou-se, constrangido, e dormiu.

    Em sonho, viu o Espírito do pai, junto a ele, exclamando:

    - Aprendeste a lição, meu filho? Sentiste fome e o cajueiro te alimentou; tiveste sede e a fonte te saciou; necessitavas de asilo e te acolheste ao lar que edificaste em favor dos que passam com destino incerto...

    Abraçando-o, com ternura, acrescentou:

    — Porque deixaste de semear o bem?

    O interpelado nada pode responder. As lágrimas embargavam-lhe a voz, na garganta.

    Acordou, muito tempo depois, com o rosto lavado em pranto, e, quando o encarregado do abrigo lhe perguntou o que desejava, informou simplesmente:

    — Preciso tão somente de uma enxada... Preciso recomeçar a ser útil, de qualquer modo.


    Neio Lúcio

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Desculpar

    Procura motivos para desculpar tantos quantos te possam ter ofendido dessa ou daquela forma, com ou sem motivos aparentes, direta ou indiretamente, para que a vitória da paz, e a implantação da harmonia, em torno de teus passos não se demore a estabelecer.

    É, certo que, o mal que te possam ter causado sem que “nada tenhas feito por merecer”, estará sendo apreciado cedo ou tarde pelo Tribunal da Justiça Divina, e que, em sendo assim, terás por certo teus direitos reconhecidos e, por conseguinte, quem te houver causado prejuízos de qualquer ordem, arcará, inevitavelmente, com as conseqüências dos atos e ações, indevidamente relacionados com teu nome.

    Mas, como indivíduo encarnado num planeta de provas e expiações, bem distante da pureza espiritual, como nos informam os Espíritos Superiores, é prudente e até mesmo inteligente, procurar desculpar e esquecer o quanto já te mostres capaz, as possíveis falhas do teu semelhante em relação a ti, pois, do mesmo modo que te utilizar para julgar as palavras, atos e ações de teus irmãos, serás também, medido e pesado, pela Justiça Maior, com os respectivos instrumentos de que tenhas te servido, para que também tu, prestes contas dos teus desatinos frente à contabilidade Celeste.

    Procura entender, que nem todos os que nos ofendem ou caluniam, o fazem por maldade, e sim por pura ignorância e, até, por motivos de infortúnio e desespero, a quem precisamos dar nossa cota de contribuição e empenho no socorro que devemos ofertar aos necessitados que nos pedem ajuda e compreensão no dia a dia de nossas vidas, concedendo-nos excelentes oportunidades de desenvolver em nós as virtudes divinas do amor no exercício da verdadeira caridade.

    Quem, de nós, em sã consciência, poderá medir ou, sequer avaliar, a extensão das trevas nas mãos que se envolveram em crimes?, Quem, de nós, seres humanos estará suficientemente capacitado a tudo, para distinguir toda a extensão da dor e da necessidade que provoca em alguém o desespero e a revolta?

    Acautela-te, portanto, ante todo aquele que te possa trazer dissabores ou prejuízos, buscando na oração o combustível da  e da esperança, desculpando infinitamente a todos, deixando a cargo da Soberana Justiça do Universo o julgamento final e inequívoco, em benefício de todos, e, que em relação a ti, possa garantir paz e tranqüilidade para que tua consciência se conserve harmonizada e em cumprimento das sábias e imutáveis Leis de Deus.

    Josepha

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Evangelho e Exclusivismo


    Quase todos os santuários religiosos divididos entre si, na esfera dogmática, isolam-se indebitamente, disputando privilégios e primazias. E até mesmo nos círculos da atividade cristã, oespírito de exclusivismo tem dominado grupos de escol, desde os primeiros séculos de sua constituição.

    Em nome do Cristo, muitas vezes a tirania política e o despotismo intelectual organizaram guerras, atearam fogueiras, incentivaram a perseguição e entronizaram a morte.

    Pretendendo representar o Mestre, que não possuía uma pedra onde repousar a cabeça dolorida, o ImperadorFocas estabelece o Papado, em 607, exalçando a vaidade romana. Supondo agir na condição de seus defensores, Godofredo de Bulhão e Tancredo de Siracusa organizam, em 1096, um exército de 500.000 homens e estimulam conflitos sangrentos, combatendo pela reivindicação de terras e relíquias que recordam a divina passagem de Jesus pela Terra. Acreditando preservar-lhe os princípios salvadores, Gregório IX, em 1231, consolida o Tribunal da Inquisição, adensando a sombra e fortalecendo criminosas flagelações, no campo da  religiosa. Convictos de garantir-lhe a Doutrina, os sacerdotes punem com o suplício e com a morte valorosos pioneiros do progresso planetário, quais sejam Giordano Bruno e João Huss.

    Semelhantes violências, todavia, não passam de manifestações do espírito belicoso que preside as inquietudes humanas.

    Cristo nunca endossou o dogmatismo e a intransigência por normas de ação.

    Afirma não haver nascido para destruir a Lei Antiga, mas para dar-lhe fiel cumprimento.

    Não hostiliza senão a perversidade deliberada.

    Não guerreia.

    Não condena.

    Não critica.

    Combate o mal, socorrendo-lhe as vítimas.

    Dá-se a todos.

    Ensina com paciência e bondade o caminho real da redenção.

    Começa o ministério da palavra, conversando com os doutores do Templo, e termina o apostolado, palestrando com os ladrões.

    A ninguém desdenha e os transviados infelizes lhe merecem mais calorosa atenção.

    Prepara o espírito dos pescadores para os grandes cometimentos do Evangelho, com admirável confiança e profunda bondade, sem exigir-lhes qualquer atestado de pureza racial.

    Auxilia mulheres desventuradas, com serenidade e desassombro, em contraposição com os preconceitos do tempo, trazendo-as, de novo, à dignidade feminina.

    Não busca títulos e, sim, inclina-se, atencioso, para os corações.

    Nicodemos, o mestre de Israel, e Bartimeu, o cego desprezado, recebem dEle a mesma expressão afetiva.

    A intolerância jamais compareceu ao lado de Jesus, na propagação da Boa Nova.

    O isolacionismo orgulhoso, na esfera cristã, é simples criação humana, fadado naturalmente a desaparecer, porque, na realidade, nenhuma doutrina, quanto o Cristianismo, trouxe, até agora, ao mundo atormentado e dividido os elos de amor e luz da verdadeira solidariedade.

    Emmanuel

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Amor e Fé


    Quando te vejas, coração amigo,
    Sob o clima violento
    Das crises de tristeza e sofrimento
    Não te deixes vencer...

    Nos momentos de sombra ou de perigo
    Mantém-te na esperança em que te elevas,
    Cada noite, conquanto envolta em trevas,
    É o prelúdio de novo amanhecer.

    Procura meditar e ver mais longe
    O apoio natural em que te escudas
    É tecido no amor de forças mudas,
    Desde os astros ao chão...

    A Terra não discute, o Sol não fala
    Nada te pede à vida a floresta opulenta
    E a riqueza do ar que te alimenta
    Dá-se, de todo, sem reclamação.

    A flor que te perfuma é silêncio e beleza;
    A fonte não opina, apenas canta;
    Não tem forma verbal a força agreste e santa
    Que assimilas do mar;

    As bênçãos que te cercam, dia-a-dia,
    Proteção, segurança, alegria e defesa
    Nascem da Natureza,
    Fonte viva de Amor que não cessa de amar.

    Trabalha, regozija-te e perdoa,
    Ampara sem cobrança e auxilia a qualquer,
    "Não saiba a mão esquerda o que a direita der,"
    Esta é a lição de Cristo, ante crentes e ateus.

    Não temas caminhar, serve e prossegue...
    Resguarda-te na  alta e sublime,
    Segue fazendo o bemnada te desanime,
    Porque trazes contigo a Presença de Deus.

    Maria Dolores

terça-feira, 3 de junho de 2014

Fé -- Hamed

Fé não é uma questão de conveniência. Fé não é uma muleta milagrosa. Fé não é satisfação de caprichos, mas “um meio de demonstrar as realidades que não se vêem”.

A a qual se referia Jesus Cristo é aquela que vibra no coração das criaturas que acreditam que Deus tudo vê e provê. Essa verdadeira, que respeita os ritmos e os ciclos naturais da vida, considera que tudo está certo e nada está fora dos domínios da Ordem Providencial.

Ter é aceitar a dor e a dificuldade em nossas vidas como pedidos de renovação. Ter é perceber as nossas limitações e, da mesma forma, as dos outros e perdoar sempre.

Nossa consciência de vida é diminuta e frágil. Como esperar que um paralítico possa caminhar por uma ladeira íngreme, repleta de fendas e pedregulhos, com precisão e agilidade, sem vacilar? É óbvio que o erro traz conseqüências para quem errou, mas a Vida Maior não tem como método de educação punir ou condenar. Ela visa apenas transformar a “energia do ato” na “consciência do ato”. Em outras palavras, quer que a criatura possa extrair do erro ensinamentos e que fique cada vez mais atento às leis que regem sua existência. Portanto, ter é aprender a nos perdoar e aos outros, para que possamos ser perdoados.

Ter é entender que não se consegue paz meramente pedindo, e sim fechando as portas das sensações exteriores a fim de penetrar no sentido interior – a intuição sapiencial.

Enfim, ter é compreender que “Deus está em tudo, e tudo está em Deus”, conforme legitimou Jesus Cristo: “Quem me vê, vê o Pai. Como podes dizer: Mostra-nos o Pai? Não crês que estou no Pai e o Pai está em mim?”. Ou mesmo, quando asseverou “Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste”.

Sobre isso também escreve Paulo de Tarso em I Coríntios, 15:28: “para que Deus seja tudo em todos”, pois, na realidade, o Criador Excelso está em todas as criações e criaturas, mas não se confunde com nenhuma delas, nem nelas se dissipa.


Hamed

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Fala em Paz




Justo lembrar: a voz humana está carregada de
vibrações.

Esforça-te por evitar os gritos intempestivos e
inoportunos.
Uma exclamação tonitroante equivale a uma
pedrada mental.

Se alguém te dirige a palavra em tom muito alto,
faze-lhe o obséquio de responder em tom mais
baixo.
Os nervos dos outros são iguais aos teus:
desequilibram-se facilmente.

Discussão sem proveito é desperdício de forças.

Não te digas sofrendo esgotamento e fadiga para
poder lançar frases tempestuosas e ofensivas;
aqueles que se encontram realmente cansados
procuram repouso e silêncio.

Se te sentes à beira da irritação, estás doente e o
doente exige remédio.
Barulho verbal apenas complica.

Pensa nisso: a tua voz é o teu retrato sonoro.

Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

domingo, 1 de junho de 2014

O Poder da Amizade - Miramez




A amizade converge de pontos afins, onde os corações se unem em plena fraternidade. A afeição mútua é garantia para o amor e o desencanto dos sentimentos é falta de Cristo no coração.

A presença de Jesus altera todo ambiente em dissonância, mudando-o para a cordialidade e o afeto passa a ser a atmosfera comum entre as criaturas. Pressupõe o homem ignorante que aquilo ou aquele que o desagrada deve-se esquecer, senão desprezar, maltratar e perseguir.

Entrementes, a filosofia do Evangelho afirma o contrário: que devemos sempre nos unir e que o amor deve surgir em tudo e em todas as almas, pois para isto fomos criados. O poder da amizade nos leva a crer na felicidade e a esperança nos estimula para as grandes realizações. O agrado de uns para com os outros faz clarear a inteligência, sem subestimar os ideais dos sentimentos elevados.

Cada passo que dermos, no caminho do bem, para granjear amizades, é luz que acendemos em nossa subida para a libertação espiritual.

A atração entre as pessoas tem muito a ver com a presença do amor. Carinho é coisa muito séria. Logo que o recebemos ou doamos, reconhecemos a manifestação do amor que somente existe com abundância nos planos maiores da vida. Ele, na Terra, pode parecer, por vezes, envolvido em fortes interesses físicos, ou exigindo permutas inconfessáveis. No entanto, traz no seu coração, se assim podemos dizer, uma luz imortal, que no amanhã brilhará qual as estrelas, na harmonia divina. Nada se perde, tornamos a dizer. Tudo que plantamos nasce e torna a nascer por mil meios, na multiplicação da vida, em busca do esplendor de Deus.

Não pode existir vida sem convivência, sem aconchego na exuberância da fraternidade.

Não pode existir saúde sem a força poderosa da amizade. Ela é que nos oferta o leito para recuperarmos nossas forças quando fracos; nos dá o alimento, quando temos fome; nos fornece agasalho, quando nus; nos oferece água, quando sedentos; nos traz o remédio, quando enfermos; nos manifesta a alegria, quando tristes; nos dispõe à companhia, quando solitários.

A amizade é que nos dá coragem para viver, diante de todos os problemas e infortúnios.

Se é esta norma de vida a melhor, granjeemos amigos, nos adverte Pedro, o apóstolo, e, para tanto, é indispensável que surja no coração o amor e que a harmonia se estenda entre os homens.

Porém, toda intimidade requer vigilância, para que ela possa durar, afeiçoando-se com a eternidade. Toda inimizade desconhece o valor do bom comportamento e, se vivemos discutindo, separando-nos dos nossos semelhantes, dando asas à maledicência e fomentando a discórdia, nunca teremos saúde.

Saúde é harmonia em tudo o que pensamos e fazemos. Se estamos alimentando o ódio contra os nossos companheiros, dá-se uma disfunção em todos os nossos corpos, levando-nos à enfermidade, enquanto durar a nossa ignorância.

Jesus nos induz, a cada segundo, para a conjunção dos nossos ideais na amplitude de todos os nossos sentimentos, para a grandeza da amizade.

Sê amigo de tudo e de todas as criaturas, que a saúde surgirá em teus caminhos, como luz do sol a te alegrar.

Cada passo que dermos, no caminho do bem, para granjear amizades, é luz que acendemos em nossa subida para a libertação espiritual.