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quarta-feira, 25 de junho de 2014

LUZ EM NOSSAS MÃOS - Emmanuel


"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus,
Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com aparências exteriores".
(Lucas, 17:20).

A Terra de hoje reúne povos de vanguarda na esfera da inteligência.
Cidades enormes são usadas, à feição de ninhos gigantescos de cimento e aço, por
agrupamentos de milhões de pessoas.
A energia elétrica assegura a circulação da força necessária à manutenção do trabalho e do
conforto doméstico.
A Ciência garante a higiene.
O automóvel ganha tempo e encurta distâncias.
A imprensa, o radio e a televisão interligam milhares de criaturas, num só instante, na mesma
faixa de pensamento.
A escola abrilhanta o cérebro.
A técnica orienta a indústria.
Os institutos sociais patrocinam os assuntos de previdência e segurança.
O comércio, sabiamente dirigido, atende ao consumo com precisão.
Entretanto, estaremos diante de civilização impecável?
À frente desses empórios resplendentes de cultura e progresso material, recordemos a
palavra dos instrutores de Allan Kardec, nas bases da Codificação do Espiritismo.
Perguntando a eles 'por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa, através
da Questão número 793, constante de "O Livro dos Espíritos", deles recolheu a seguinte resposta:
"Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral. Credes que estais muito adiantados porque
tendes feito grandes descobertas e obtido maravilhosas invenções; porque vos alojais e vestis
melhor do que os selvagens. Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de dizer-vos
civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e
quando viverdes, como irmãos, praticando a caridade cristã. Até então sereis apenas povos
esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização".
Espíritas, irmãos! Rememoremos a advertência do Cristo quando nos afirma que o reino de
Deus não vem até nós com aparências exteriores; para edificá-lo não nos esqueçamos de que a
Doutrina Espírita é luz em nossas mãos. Reflitamos nisso.

terça-feira, 24 de junho de 2014

AS FORÇAS DO AMANHÃ - Emmanuel


"Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?"
- Paulo (I Coríntios, 5:6)

Ninguém vive só.
Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.
Nossos atos possuem linguagem positiva.
Nossas palavras atuam à distância.
Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.
Ações e reações caracterizam-nos a marcha.
É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam.
Nossa conduta é um livro aberto. Quantos de nossos gestos insignificantes alcançam o
próximo, gerando inesperadas resoluções.
Quantas frases, aparentemente inexpressivas, arrojadas de nossa boca estabelecem
grandes acontecimentos.
Cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal.
Dirigentes arrastam dirigidos.
Servos inspiram administradores.
Qual é o caminho que a nossa atitude está indicando?
Um pouco de fermento leveda a massa toda. Não dispomos de recursos para analisar a
extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial.
Acautele-te, pois, com o alimento invisível que forneces às vidas que te rodeiam.
Desdobra-se o destino em correntes de fluxo e refluxo. As forças que hoje se exteriorizam
de nossa atividade voltarão ao centro de nossa atividade, amanhã.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

SEM RUÍDOS - Emmanuel



"Mas quando vier aquele Espírito de Verdade, ele
vos guiará em toda a verdade".
 - Jesus
(João, 16:13)

O caminho de toda a Verdade é Jesus Cristo. O Mestre veio ao mundo
instalar essa verdade para que os homens fossem livres e organizou o
programa dos cooperadores de seu divino trabalho, para que se
preparasse convenientemente o caminho infinito. No fim da estrada
colocou a redenção e deu às criaturas o amor como guia.
Conforme sabemos, o guia é um só para todos. E vieram os homens
para o serviço divino. Com os cooperadores vinham, porem, os gênios
sombrios, que se ombreavam com eles nas cavernas da ignorância. A
religião, como expressão universalista do amor, que é o guia, pairou sempre pura
acima das misérias que chegaram ao grande campo; mas este ficou repleto das
absurdidades. O caminho foi quase obstruído.
A ambição exigiu impostos dos que desejavam passar, o orgulho reclamou a
direção dos movimentos, a vaidade pediu espetáculos, a conveniência requisitou
mascaras, a política inferior estabeleceu guerras, a separatividade provocou a
hipnose do sectarismo.
O caminho ficou atulhado de obstáculos e sombras e o interessado, que é o
espírito humano, encontra óbices infinitos para a passagem.
O quadro representa uma resposta a quantos perguntarem sobre os propósitos do
Espiritismo cristão, sendo que o homem já conhece todos os deveres religiosos. Ele
é aquele Espírito de Verdade que vem lutar contra os gênios sombrios que vieram
das cavernas da ignorância e invadiram o campo do Cristo.
Mas, guerrear como: Jesus não pediu a morte de ninguém. Sim, o Espírito de
Verdade vem como a luz que combate e vence as sombras, sem ruídos. Sua missão
é transformar, iluminando o caminho para que os homens vejam o amor, que constitui o guia único para todos, até a redenção.

domingo, 22 de junho de 2014

ONDE O REPOUSO - Emmanuel


"E Jesus, estendendo as mãos, tocou-o, dizendo: Quero, sê
limpo..."
(Mateus, 8:3)

Mãos estendidas!...
Quando estiveres meditando e orando, recorda que todas as grandes idéias se
derramaram, através dos braços, para concretizarem as boas obras.
Cidades que honram a civilização, indústrias que sustentam o povo, casa que alberga a
família, gleba que produz são garantidas pelo esforço das mãos.
Médicos despendem largo tempo em estudo para a conquista do título que lhes confere o
direito de orientar o doente; no entanto vivem estendendo as mãos no amparo aos
enfermos.
Educadores mergulham vários lustros na corrente das letras adquirindo a ciência de
manejá-las, contudo gastam longo trecho da existência estendendo as mãos no trabalho
da escrita.
Cada reencarnação de nosso espírito exige braços abertos do regaço maternal que nos
acolhe.
Toda refeição, para surgir, pede braços em movimento.
Cultivemos a reflexão para que se nos aclare o ideal, sem largar o trabalho que no-lo
realiza.
Jesus, embora pudesse representar-se por milhões de mensageiros, escolheu vir ele
próprio até nós, colocando mãos no serviço, de preferência em direção aos menos felizes.
Pensemos Nele, o Senhor.
E toda vez que nos sentirmos cansados, suspirando por repouso indébito, lembremo-nos
de que as mãos do Cristo, após socorrer-nos e levantar-nos, longe de encontrarem apoio
repousante, foram cravadas no lenho de sacrifício, do qual, conquanto escarnecidas e
espancadas, ainda se despediram de nós, entre a palavra do perdão e a serenidade da
bênção.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O BEM QUE NÃO FOI FEITO - Emmanuel


"Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não
tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?"
(Tiago, 2:14).

Estranha a norma do homem quando julga possuir as chaves da Vida Superior
simplesmente por manter a fé, como se bastasse apenas convicção
para que se realize serviço determinado.
Comparemos fé e obras com a planta e as construções.
Sem plano adequado não se ergue edifício em linhas corretas.
Note-se, porém, que o aleijão arquitetônico, improvisado sem plano, ainda serve, em
qualquer parte, para albergar os que jornadeiam sem rumo,
e o projeto mais nobre, sem concretização que lhe corresponda, não passa de
preciosidade geométrica sentenciada ao arquivo.
Um viajante transportará consigo vasta coleção de croquis pelos quais se levantará toda
uma cidade, mas se não dispõe de um tenda a que se
abrigue durante o aguaceiro, decerto que os desenhos, conquanto respeitáveis, não
impedirão que a chuva lhe encharque os ossos.
Possuir uma fé será reter uma crença religiosa; no entanto cultivar a fé significa observar
segurança e pontualidade na execução de um compromisso.
Ninguém resgata uma dívida unicamente por louvar o credor.
À vista disso, não nos iludamos.
Asseguremo-nos de que não nos faltará a Bondade Divina, mas construamos em nós a
humana bondade.
Por muito alta a confiança de alguém no Poder Maior do Universo, isso, por si só, não lhe
confere o direito de reclamar o bem que não fez.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A CURA PRÓPRIA - Emmanuel


"Pregando o Evangelho do Reino e
 curando todas as enfermidades"
MATEUS, 9:35.


Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.
Defende-te contra a surdez; entretanto retifica o teu modo de registrar as vozes e
solicitações variadas que te procuram.
Medica a arritmia e a dispnéia; contudo não entregues o coração à impulsividade
arrasadora.
Combate a neurastenia e o esgotamento; no entanto cuida de reajustar as emoções
e tendências.
Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa.
Melhora as condições do sangue; todavia não o sobrecarregues com os resíduos de
prazeres inferiores.
Guerreia a hepatite; entretanto livra o fígado dos excessos em que te comprazes,
Remove os perigos da uremia; contudo não sufoques os rins com venenos de taças
brilhantes.
Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com teus pés,
braços e mãos.
Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam; todavia aprende a guardar a mente
no idealismo superior e nos atos nobres.
Consagra-te à própria cura, mas não esqueças a pregação do reino divino aos teus
órgãos. Eles são vivos e educáveis.
Sem que teu pensamento se purifique e sem que a tua vontade comande o barco do
organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em
trânsito para a inutilidade.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

NÃO PEQUES MAIS - Emmanuel


"Vai e não peques mais". - Jesus.
(João, 8:11).


A semente valiosa que não ajudas, pode perder-se.
A árvore tenra que não proteges, permanece exposta à destruição.
A fonte que não amparas, costuma secar-se.
A água que não distribuis, forma pântanos.
O fruto não aproveitado, apodrece.
A terra boa que não defendes, é asfixiada pela erva inútil.
A enxada que não utilizas, cria ferrugem.
As flores que não cultivas, nem sempre se repetem.
O amigo que não conservas, foge do teu caminho.
A medicação que não respeitas, na dosagem e na oportunidade de que lhe dizem
respeito, não te beneficia o campo orgânico.
Assim também é a graça Divina.
Se não guardas o favor do alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os
conhecimentos elevados que recebes em benefício da própria felicidade, se não prezas a
contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais.
Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas,
porque sem a adesão de tua vontade ao programa regenerativo todas as medidas
salvadoras resultarão imprestáveis.
"Vai e não peques mais".
O ensinamento de Jesus é suficiente e expressivo.
O médico Divino proporciona a cura, mas se não a conservarmos, dentro de nós, ninguém
poderá prever a extensão e as conseqüências de novos desequilíbrios que nos aviltarão a
invigilância.